VIOLÊNCIA EM FAMÍLIA
Foto: Divulgação
O cinema adora retratar fatos que chocou a sociedade em algum período, seja baseado fielmente no ocorrido ou apenas inspirado nele. Foi o caso dos jovens que entraram armados num colégio e mataram seus colegas ("Elefante") ou da prostituta que acabou com a vida de diversos homens pelo interior do mesmo dos EUA ("Monster - Desejo Assassino").
Com uma boa publicidade, o australiano "Violência em Família" pode render um razoável caixa em terras brasileiras, visto a semelhança do enredo com o recente caso dos Von Ritchtoffen. As pessoas esquecem de suas vidas para "discutir" casos dignos de programas políciais e, com isso, os estúdios aproveitam.
Troque Suzanne por Katrina (Barclay), uma jovem mãe solteira de vida leviana, regada a baladas, sexo e carros turbinados. No bairro, todos falam mal de suas atitudes e jeito de vestir. Certo dia, seu pai resolve ligar para o serviço social, depois da filha ter esquecido o neto por dias na casa de um conhecido. Passado o confronto inicial, desenha-se um crime hediondo.
"Violência em Família" mistura a encenação com um falso documentário, através de entrevista com os personagens. Conhecemos o passado da protagonista, desde o abandono da mãe até a prisão do irmão, que ela nutre um amor além dos limites. Em seguida, temos as manobras da moça para curtir sua vida bandida, manipulando pessoas e saindo impune disso.
Como drama, a película funciona como uma ótima novela, com fracos coadjuvantes, que não apresentam um lado mais firme, favorecendo a personalidade de Katrina. Várias pessoas são usadas, tornando repetitivas as táticas da moça. A construção do longa é fraca, com personagens unidimensionais, sem grandes expectativas para quem vê.
Quem se cansou de assistir esses dramas familiares de sábado à noite, não vai encontrar nada de novo em "Violência em Família". O que choca unicamente é sua total falta de perspectiva, como se a protagonista permanecesse impune permanentemente, persistindo em uma manjada linha narrativa. Melhor seria ver cangurus, ao invés de jovens delinqüentes.
Cotação para este filme:
.....................................................................................................................................................

| Cinema | Ir para todas as Críticas | Capa |