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» rosquinhamabel@hotmail.com |
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Ficha técnica - Filme:
A Mulher Invisível.
Original: A
Mulher Invisível. País:
BRA, 2009. Duração:
106 min. Direção
e Roteiro: Claudio Torres.
Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Maria Manoella,
Vladimir Brichta, Fernanda Torres, Paulo Betti, Thelmo Fernandes,
Marcelo Adnet, Maria Luisa Mendonça, Danni Carlos.
Data de Estreia:
05/06/2009 www.warnerbros.com.br
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+ Críticas da semana
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Partida (Respirando Cinema)
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A Mulher Invisível
Foto: Divulgação

Rio, 04.06.09 | Estamos chegando praticamente ao meio do ano e só agora avistamos os primeiros filmaços da safra nacional 2009 aportando no circuito. Em breve, ainda esse mês, teremos pelo menos 2 grandes produções que devem estar nas listas de melhores do final da temporada. Mas se o ano demorou a acontecer em qualidade, em diversão e números está tudo perfeito, e que o digam ‘Se eu Fosse Você 2’, ‘O Menino da Porteira’ e ‘Divã’, as três maiores bilheterias até agora. Mas nada que esse novo ‘A Mulher Invisível’ não tenha chego para balançar, afinal o filme tem um apelo gigantesco, aconteceu nas pré-estreias e mais, o filme de fato diverte e muito. Méritos ao filmes não faltam, e os poucos defeitos acabam empalidecendo.
O mérito maior do filme é restabelecer a confiança que havíamos perdido em Cláudio Torres, o promissor rebento do clã Montenegro/Torres, que tinha estreado na telona com 2 pés direito com ‘Redentor’. Ano passado, no entanto, Torres resolveu adaptar uma peça de Domingos Oliveira, e tivemos o que talvez seja uma das grandes vergonhas da Retomada, o péssimo ‘A Mulher do meu Amigo’. Imediatamente seu talento foi questionado e muito rapidamente todo tipo de acusação foi feita a ele, até de acordo com declarações suas, na qual ele afirmava que “seu interesse era em um cinema popular acima de tudo, e só a aclamação popular lhe interessava”. Lógico que suas palavras se seguiram ao retumbante e merecido fracasso comercial do filme, mas se instalou um clima de desconfiança em cima de seu projeto seguinte, que já estava até pronto. Agora podemos então suspirar aliviados... até porque, se ‘A Mulher Invisível’ não é grande cinema, tampouco envergonha os envolvidos, assim como também diverte (muito) e com certeza irá se juntar ao grupo dos ‘milionários do ano’, de onde ainda devem vir ‘Jean Charles’ e ‘Os Normais 2’.
A trama é fácil e deliciosa: Pedro (Selton Mello) é um homem apaixonado pela esposa, completamente devoto a ela... até o dia em que ela o abandona. A esse episódio se segue um profundo desgosto pela vida, e ele desaparece do trabalho, amigos, ou seja, abandona a vida. Até que um dia Amanda (Luana Piovani) surge pare ele, e é amor a primeira vista. Uma mulher tão devotada quanto ele, que se dedica completamente, que é linda, muito gostosa, boa de cama... bem, essa mulher não deve existir! E de fato não existe, sendo ela apenas fruto da imaginação de Pedro. Agora, seu melhor amigo (Vladimir Brichta), sua vizinha apaixonada (Maria Manoela) e até a própria Amanda farão de tudo pra salvar Pedro de si mesmo.
O roteiro do filme joga várias situações fora, e talvez o grande demérito do filme seja não explorar a personalidade de Pedro ainda mais, já que não tenhamos muito conhecimento de seus anseios, suas vontades, ou seja, o personagem é mal delineado. Mas é um personagem confiado a Selton Mello né, galera... ou seja, se falta profundidade ao personagem, não falta a Mello, em mais um registro divino de seu extraordinário talento. Fernanda Torres e Brichta não ficam atrás e estão igualmente impagáveis, com excelente ‘timing’ cômico. E nada temos a dizer também em relação a Luana Piovani, que pode até não ser a ‘melhor coisa do filme’ como um jornal aqui do Rio tenta vender, mas ela também está à vontade, segura e certa do desenvolvimento de sua personagem, bem de acordo com o que sua ‘persona’ vende. E inclusive a parte técnica, que funcionou em ‘Redentor’ e mostrou-se um erro em ‘A Mulher do meu Amigo’, volta a se mostrar presente de maneira bem funcional aqui, inclusive tendo grandes momentos de brilho em direção de arte e montagem.
Uma comédia muito divertida, que mesmo assim não desrespeita o público nem apela de maneira vulgar. Tudo realizado de maneira acima do competente e com soluções dramáticas excepcionais, ‘A Mulher Invisível’ cumpre mais do que prometia e entrega pro pessoal que morreu de rir esse ano com Tony Ramos, Glória Pires e Lilia Cabral mais um motivo para correr aos cinemas.
Cotação para este filme:
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