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» rio de janeiro, 1 de julho de 2007

Amor e Sexo

Desde os primórdios da vida, muito antes do aparecimento da raça humana, os seres já se multiplicavam através do ato sexual, com algumas exceções, é claro.

Já se sabe que a natureza, em sua divina sabedoria, cuidou para que a vida se propagasse através dos tempos. Para isso desenvolveu nas criaturas os órgãos genitais. Criou também em suas mentes, inteligente ou não, o interesse mútuo - maior no macho - sobre o sexo. Daí, a preservação da espécie vem acontecendo através dos séculos e milênios...

É sabido também que a fêmea da espécie tem valor primordial no contexto. Além do mais, por esse mesmo contexto de preservação, a fêmea tem o privilégio de a natureza reproduzi-la em maior quantidade que o macho. Vemos isso na raça humana: a quantidade de cromossomos femininos são em número maior que a dos masculinos, daí uma das razões de nascerem mais meninas que meninos.

E não é só em quantidade maior que a fêmea se sobrepõe ao macho, não. A beleza dela é maior, servindo para atrair o macho, e com um requinte diferente em muitas espécies.

É claro que no reino animal o macho se sobressai com sua força e destreza. E em outros casos, como o das aves, os machos são até mais bonitos em suas plumagens e seus cantos são únicos. Geralmente as fêmeas das aves não cantam, se dedicando mais a reprodução da espécie.

Na raça humana não é diferente. A mulher, que antes era deixada num plano inferior ao homem - e ainda é em alguns países do Oriente -, já há muito tempo vem tomando o seu espaço. Essa conquista não é favor nenhum.

E no amor? Qual o papel da mulher? É só o de reproduzir?

A natureza colocou no homem - a bem da preservação da espécie - o interesse sexual: o desejo, a paixão e o prazer carnal sempre foram fatores únicos para o homem no ato sexual.

Em suas conquistas amorosas, o homem usava sua força e posição social. No fundo, havia sempre o interesse sexual por trás de tudo.  

Por seu lado, a mulher usava o atrativo de sua beleza para conquistá-lo. Ainda tinha o subterfúgio do uso de perfumes, enfeites, pinturas e apetrechos para destacar mais ainda sua beleza.

A mulher sempre sentiu o desejo e o prazer. Só que se fechava nos preconceitos e nos tabus a elas impostos. Agora não. De um tempo pra cá elas souberam mostrar o que queriam e que não foram feitas só para reproduzir.

Amor e sexo... é essa a tônica desse contexto.

Amor... Será que o sexo é a base do amor? Ou vice-versa?

O fato é que não se podem confundir as duas coisas. São distintas. Pode-se amar alguém sem haver sexo.

Um casal pode fazer sexo sem que haja amor, só por um simples prazer, sem compromisso para ambos.

Quando de fato há amor entre homem e mulher, o casamento, se necessário, será benéfico e não obrigatório, podendo por algum motivo terminar em qualquer época. Vemos exemplo disso em algumas camadas sociais: casais que se juntam somente para criar um status em seu ambiente profissional.

Muitos se casam de comum acordo: para o benefício de um belo jovem que quer se projetar na vida, uma mulher de idade avançada firma acordo com ele e o exibe como um troféu ou uma auto-afirmação.

Vemos muito isso no meio dos artistas de cinema ou televisão.

Quando, mais tarde, se cansam, desmancham tudo e partem pra outra e o jovem está automaticamente no meio.

Troca de interesse: ela curtiu o tempo em que passou ao lado dele, e ele, se souber usar esse mesmo tempo, estará com um lugar garantido no meio profissional ou artístico.

Assim é... Amor e sexo não se misturam.

Quantos casais se separam por acharem que não se amam, pois na cama não se combinam, não se ajustam, não se completam... E algum tempo depois descobrem que não era a separação que queriam e voltam. Tentam e torna a não dar certo. Culpam-se um ao outro.

Sempre são os filhos que sofrem mais com a separação dos pais. São como os mariscos: na briga da onda com as pedras, são eles que sofrem.

Claro, eles não entendem. Só querem que os pais estejam ao seu lado.

Enfim, o amor faz os casais ficarem juntos. Mas, quando há o interesse no sexo e esse não se apresenta, o amor dá adeus e vai embora.

E é um pra cada lado.

Bom... O que fazer? A vida é assim mesmo.

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    *João Manoel


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