A TROCA DE VALORES (parte 6)
A desordem em todo mundo - O embuste da guerra santa e os seus verdadeiros valores - A religião e o poder. A fé sem limites.
As coisas más não é privilégio só do nosso país, não. Em todo lugar do mundo há dessas coisas. Até nos mais desenvolvidos. A desordem e a violência imperam nas Américas, na Europa, na Ásia, na África ou na Oceania. Em cada lugar com o seu grau circunstancial, dependendo do costume, da crença e do poder aquisitivo.
Na América do Norte, precisamente nos Estados Unidos, o crime é punido com mais rigor.
Lá existe a pena de morte.
O crime do colarinho branco é penalizado severamente pelas leis locais.
O desenvolvimento intelectual do seu povo é maior porque essas leis favorecem a todos por igual.
Embora seja um país onde o preconceito racial ainda existe e forte, como em muitos outros países, sua gente é unida e luta pelo bem comum do cidadão.
Onde o direito é mais respeitado, pois as leis mais rigorosas nesse ponto não deixam dúvidas: são para todos.
Um povo é avaliado pelo seu desenvolvimento, seus costumes, sua inteligência e sua crença.
Os povos ocidentais, ou pelo menos parte do Hemisfério Sul, na maioria católicos ou protestantes, se desenvolvem com uma conduta mais acentuada no que tange ao respeito a suas crenças e religiões. No entanto, muitos não levam ao pé-da-letra tais conceitos. Aqui no Brasil, onde a maioria ainda é católica, é assim. A religiosidade não influi muito ou quase nada em outros aspectos da vida comum, seja político ou social. Os conceitos religiosos são medidos por outro prisma evolutivo: segmento e adesão.
A cada dia se implanta mais a religiosidade nos meios sociais como um bálsamo que possa sarar as feridas dessa nossa sociedade. As pessoas já não vão mais a igreja com a esperança em suas mentes, em seus corações. Vão em busca desesperada da salvação. Aí há uma pergunta: qual é a salvação tão procurada por todos? Será a de dias melhores, com mais emprego, mais alimentos e mais saúde com seus familiares? Ou simplesmente passar desta vida para uma outra melhor?... Todos anseiam isso.
Mas, há ainda outra coisa que acontece na área da religiosidade no nosso país, em muitos estados, inclusive nos mais evoluídos ou de maior campo religioso: o interesse próprio de alguns “chefes” de alguns segmentos.
Vê-se, a cada dia, aumentar o número desses segmentos religiosos.
Já há no país milhares de “igrejas”, ou “templos”, ou casa de oração, ou ainda “centros ou terreiros”. Todos com suas finalidades específicas.
Existem os católicos, protestantes, bíblicos, evangélicos, presbiterianos, batistas, testemunhas de Jeová, cardecistas, os de origem africana como os umbandistas com todas as suas ramificações e outras tantas que existem por aí.
De uma maneira ou de outra, as pessoas procuram nestes meios a resposta para seus apelos.
E aí é que entra os tais “chefes” citados acima. Aproveitando todo tipo de fraqueza humana, seja mental ou intelectual, oferecem à todos a salvação. Tudo em nome de Jesus - O nome mais usado nesses lugares e o menos respeitado. - Tudo é feito para levar adeptos à igreja. Quanto maior o número, melhor para seus intentos.
O fato é que aqui é assim.
No mundo oriental a coisa é diferente. No meio árabe o conceito de fé é levado na ponta da faca. Crer para eles é fundamental.
Os lugares bíblicos, a tão falada “Terra Santa”, que não é tão santa na verdade já há muito tempo: é cenário de guerra, mortes, destruição, ignorância e de uma crença levada muito à sério - o que se respeita. - mas nunca a ideal para um povo de fé e que se diz santo. Como santos se eles se matam, se trucidam, não respeitando nem os menores e nem as mulheres. Não há igualdade entre eles. Ah!... mas é o costume deles, diriam alguns. Costume? Matar, tirar a vida de um semelhante só por comprovar uma fé, uma religiosidade nefasta? Não, não é normal. Só há uma definição para as barbaridades impostas pela guerra santa: terrorismo.
Pessoas que entram num veículo, com o corpo recheado de explosivos, se jogam contra pessoas com o intuito único de trucidá-las, sacrificando a própria vida, às vezes tão sofrida. Coisa de mártir ou coisa de terror.
O Iraque, já tão desgastado pelas bombas, suas edificações destruídas e seu povo sofrido e assoberbado pelo medo diário, sem a certeza do amanhã, é um exemplo disso. A cada dia acontece um ato de terrorismo, contra sua própria gente. (que morram muitos iraquianos, contanto que pelos menos um americano morra junto, pensam assim). Mataram americanos e britânicos - sem falar dos civis que estavam ali com o dever humanitário de reconstruir a nação que também morreram.
Onde está o heroísmo e o patriotismo dessa gente nessas ações? Simplesmente não há.
Claro que é coisa organizada: Vai-se matando o intruso pouco a pouco e daqui a dias, meses, não importa, se terá matado tanto quantos já mataram dos nossos. Pensarão assim? Não é obra e pensamento de mente de maior doentia?
Em todo mundo árabe é assim: a crença é cega.
Na verdade, há coisas materiais envolvidas. Todos sabem. A disputa entre o mundo do petróleo sempre foi grande. A guerra santa é na verdade um embuste, uma desculpa. O que eles estão disputando realmente é o controle territorial dos lucros do seu maior agente exportador.
Desde há milhares de anos atrás, já havia o domínio e o poder através da fé. Aqueles a quem chamavam de profetas, homens de Deus, eram tidos como inigualáveis chefes e protetores. Seus povos, já tão sacrificados pelos faraós do Egito, se apegavam às suas crenças em um salvador: assim foi que veio Moisés. E suas crenças eram tão fortes que os seguiram através do deserto sem a certeza de chegar a lugar algum. Simplesmente tinham fé e isso era o bastante.
Moisés, que foi um príncipe egípcio, tinha no sangue a maldição da sua origem.
Esteve sempre na preferência do Faraó, que repudiou seu próprio filho prometendo o trono a um hebreu, embora sem o saber. E quando soube o exilou e depois morreu de tristeza. Seu filho então tomou posse como faraó legítimo e caçou Moisés depois deste tê-lo subjugado com as realizações das profecias jogadas sobre o povo egípcio, os deixando sem água por sete dias quando a água do rio Nilo virou sangue e depois as pragas de insetos e as mortes de todos os primogênitos locais.
Em sua fuga, Moisés atravessou o rio Jordão que se abriu e todos os hebreus o acompanhou, sem o menor temor. Só fé.
Em sua busca, Moisés levou seu povo para a terra prometida, mesmo assim, haviam os que o contestavam, dividindo o grupo e obrigando Moisés a tomar a vingança divina em suas mãos. Jogou as pedras, nas quais estavam transcritas as Leis de Deus, em cima dos rebelados, destruindo-os.
Este é o poder da crença.
Até hoje é assim. No mundo árabe há a crença que Maomé os receberão de braços abertos. Se pra isso for necessário se matar por uma boa causa, eles o farão prazerosamente e sem receio nenhum.
É aí que esses homens e mulheres, meninos e meninas, são usados nesse mundo do crime chamado terrorismo.
caso das torres gêmeas nos Estados Unidos, é a prova de que eles não medem distância, tempo e nem se importam com a vida.
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*Continua
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