K, W, Y... EMFIM!
Ufa!... Demorou mas resolveram “re-colocar” algumas letras que foram abolidas de nosso alfabeto.
Nomes de pessoas e de lugares de origem estrangeira não poderiam ser escritos ou lidos só de uma maneira: “aportuguesada”. Palavras como Wilson - Uilson, York - Iorque, Kely - Queli e outras tantas, não teriam a mesma força só na nossa versão. A original é conhecida e usada no mundo todo.
A unificação da língua portuguesa em seus países usuários, facilita o relacionamento e o intercâmbio (ou inter-câmbio?) escolar entre eles. A dificuldade agora é assimilar toda essa mudança.
A ortografia, que também mudou para nós, já começa a dar dor de cabeça na meninada: terão que mudar todo o conceito ortográfico já encaixado em suas cabeças. É claro que na hora de escrever um texto, haverá muitos erros e correções. Só a longo prazo essas mudanças terão seus lugares assegurados.
Vejamos algumas palavras que sofreram alteração ortográfica:
Tranqüilo e similares não terão mais o trema. Tranquilo será o correto. Dêem, vêem, lêem e similares não terão mais o circunflexo, ficarão: Deem, veem e leem. Assembléia, epopéia, centopéia, geléia e similares não terão mais acento agudo. Será assembleia e assim por diante.
Muitos verbos também sofrem alterações.
Palavras como recolocar, reaproveitar, reeditar e similares recebem o hífen após a primeira sílaba, ficarão assim: re-colocar, re-aproveitar, re-editar.
Há palavras que poderão ser escritas da maneira que é aqui ou em Portugal. Exemplo: Lá é escrito “Económico”, aqui escrevemos “Econômico”... (Isso vai dar uma dor de cabeça em muita gente... Teremos que “re-aprender” a nossa própria língua...).
Não são só essas as modificações. Quem quiser saber terá que comprar dicionário novo com todas elas.
O fato é que já está sendo preparado em grande escala novos dicionários.
Já mostraram em canais de TV reportagens a respeito dessas alterações e também divulgando o dicionário novo.
O “povão”, claro, só aos poucos irá assimilar essas modificações.
Quem tiver um dicionário em casa não precisa comprar um novo e jogar aquele no lixo. Será só questão de tempo aprender a conviver com a nova escrita.
O magistério, empresas, editoras, gráficas e outras categorias de peso, esses sim, terão obrigatoriamente que adquirir o novo.
Minha netinha de oito anos me repreendeu, meses atrás, quando citei que o brinquedo dela, um daqueles que se escreve e desenha com uma caneta de ponta seca, não tinha as letras k, w e y: “Vô... a “tia” nos ensinou assim. No nosso alfabeto não há essas letras...”
Imagino agora como a cabecinha dela ficará...
Aproveito, já que estamos falando de ortografia, para pedir desculpas por algumas falhas ortográficas, colocação de verbos em suas conjugações, advérbios, pronomes e nas demais categorias gramaticais em meus escritos, tanto aqui como nos artigos de “Contos de Terror”... O fato é que sempre nos escapa alguma coisa... E não é só eu, não! Quantas edições de livros de escritores famosos, por mais que haja revisões, há sempre um errinho... É o caso das “erratas” adicionadas em seu conteúdo.
Por mais que nos esforcemos, às vezes, acontece...
Vi em uma crônica minha passada a palavra desastre escrita “de-sastre”. Um erro banal... Acontece que escrevendo no Word, ao “quebrar” a palavra no final da linha colocando hífen, o restante da palavra, óbvio, passa pra linha seguinte. Ao ser transcrito para a página de “Crônicas Cariocas”, o texto se acomoda no espaço reservado e as linhas vão se instalando sem obedecer as quebras. Nesse caso, as palavras que foram quebradas no original, permanecem com hífen no meio.
Passei a não quebrar mais palavras para evitar esse erro.
Outro erro involuntário da redação: ao invés do título ser “A BOTIJA” colocaram “A Butija”. Ora, sabe-se que botija é o certo, como botijão (de gás)... No início do texto de “A Botija”, aconteceu a mesma coisa da crônica citada em cima: o hífen em indepen-dência, a mesma situação como também foi explicado acima.
Quanto ao assunto principal, espero que todos se adaptem o quanto antes às novas alterações.
Boas falas e boas escritas a todos.
Até a próxima.
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*João Manoel
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