Luiza Brunet e as Pulseirinhas
Luiza Brunet, uma mulher extremamente bonita e sexy, confessa estar sem fazer amor há mais de dois anos. O burburinho que isso causou é ainda mais curioso que o próprio fato. De todos os lados vêm questionamentos e até mesmo afirmações que contradizem a declaração. Num tempo de sexo fácil e grande desamor, a declaração pode sugerir que o fazer amor da Luiza não queira dizer fazer sexo.
Fazer amor está cada vez mais difícil pois pressupõe dar e receber em intensidades semelhantes. A felicidade do amante acontece com a felicidade de quem ama, mas o mundo moderno pede que você pense em como ter uma vantagem em qualquer parceria. Como pensar no outro ao fazer amor, tendo em mente o amor como um negócio?
Isso me faz lembrar aquela piada infame em que se fala que a mulher casada na cama repara no teto que precisa pintar, e ainda aquela outra em que o homem diz que a esposa não faz sexo por interesse pois não demonstra o menor interesse. Nesses casos um dos dois ou os dois não estão fazendo amor.
Pode-se ficar anos praticando sexo desta forma até desistir como muitos casais que desistem do sexo com os parceiros e partem para relações extraconjugais ou, pior, partem para outras paixões, como: uma coleção, um time, uma causa, a vida dos outros e por aí vai.
Uma pessoa que não é vista na relação e simplesmente cumpre um ritual obrigatório não está fazendo amor de forma alguma. O casal apaixonado como idealizamos faz amor tomado por desejo e está tão absorto que nem vê o mundo a sua volta.
Fazer amor começa no primeiro olhar, não há como fazer amor começando do meio. A energia deve ser despertada em todos os sentidos, sem isso, não é amor. Onde encontrar tempo nos dias de hoje?
Estamos na época das pulseirinhas do amor, em que adolescentes enchem os braços com símbolos e esperam que as pulseiras sejam arrebentadas pelos meninos para se submeterem ao indicado pela cor:
Amarela – abraço
Rosa - mostrar o peito
Laranja - dentadinha de amor
Roxa - beijo com a língua - talvez sexo
Verde - sexo oral a ser praticado pelo rapaz
Azul - sexo oral a ser praticado pela menina
Branca - a menina escolhe
Vermelha - dança erótica
Dourada - vale tudo
Branca – a menina escolhe o que quiser
Preta – sexo com a menina na posição papai-mamãe
As meninas esperarem que os meninos queiram arrebentar suas pulseiras é uma forma de se sentirem admiradas. Isso faz pensar que essas meninas nem têm a ambição de se sentirem amadas. Ter uma pulseira arrebentada já é um gesto romântico. Podem até ficar a vida inteira sem fazer amor. Como cantava Chico Buarque: “você não sabe amar, meu bem, não sabe o que é o amor, nunca viveu, nunca sofreu e quer saber mais que eu”. |