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17º DIA DO PAN 2007
Notícias diárias sobre o Pan-2007

Ministro do esporte faz balanço positivo do Pan

29|07|07 • Os resultados sem precedentes obtidos pelos atletas brasileiros nos Jogos Pan-americanos são frutos da ampliação dos investimentos públicos no esporte nacional nos últimos anos, disse o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., para cerca de 50 jornalistas, em entrevista coletiva realizada no dia de julho.

Para ele, o grande legado do Pan é ter tornado o Rio uma cidade olímpica, definitivamente inscrita no calendário dos grandes eventos esportivos internacionais e credenciada para candidatar-se a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Prova disso seriam os campeonatos mundiais de judô, de jogos militares, de nado sincronizado e de futebol de salão que terão lugar nas instalações do Pan em 2007 e 2008.

O ministro salientou que, entre 2003 e 2006, as empresas estatais investiram R$ 500 milhões em diferentes modalidades esportivas, cifra à qual se somam R$ 250 milhões provenientes da Lei Agnelo/Piva que, desde 2002, destina 2% da arrecadação das loterias federais para os comitês olímpicos e paraolímpico brasileiros. “Sem contar os investimentos do próprio ministério, que criou centros nacionais de treinamento, além de fornecer bolsas para atletas de alto rendimento sem patrocínio“, disse Silva, destacando que as verbas destinadas às bolsas devem dobrar no ano que vem.

Orlando Silva acentuou a importância estratégica de se aprofundar a integração entre esporte e educação formal. Essa visão foi consensual nas reuniões realizadas, durante o Pan, entre Silva e ministros de esporte de diferentes países, com os quais se discutiu formas de cooperação.

O Plano de Desenvolvimento da Educação prevê a ampliação da jornada escolar, apoiada essencialmente no esporte. Já é consenso na Comissão de Educação e Esporte do Senado a necessidade de incluir no orçamento verbas específicas para construção de equipamentos esportivos nas escolas.

No balanço feito aos jornalistas, o ministro disse que o Pan serviu para testar e aprovar um novo sistema de segurança pública, apoiado em planejamento e tecnologia: “Não só os jogos, com seus mais de dez mil visitantes, não registraram nenhum incidente, como houve redução dos crimes comuns no Rio de Janeiro, no período.” Ele classificou o Pan do Rio de “jogos limpos”, já que não houve nenhum caso de doping.

Desenvolvimento do esporte nacional tende a crescer
Os recentes avanços registrados pelo esporte nacional tendem a se aprofundar e consolidar com a Lei de Incentivo ao Esporte que o governo está para aprovar, disse o ministro Orlando Silva. A lei prevê que empresas que declaram Imposto de Renda pelo lucro real possam destinar até 4% do valor devido para patrocinar esportes. Segundo Silva, além de financiar programas esportivos de inclusão social, a lei servirá para atrair ao País técnicos de alto nível, uma forma de impulsionar esportes de menor tradição no Brasil. Foi o que ocorreu com modalidades, desenvolvidas depois da aprovação da Lei Agnelo/Piva.
.....

Brasil o ouro em basquete Marcelinho é o destaque

29|07|07 • O título de tricampeão pan-americano masculino de basquete, que o Brasil conquistou diante de Porto Rico, neste domingo, tem nome e sobrenome: Marcelinho Machado. O ala, destaque da equipe em toda a competição, teve uma atuação espetacular na partida decisiva, vencida pelos brasileiros por 86 a 65 (50 a 34 no primeiro tempo), e comandou a equipe rumo ao título na Arena Multiuso, com 17 pontos, todos feitos no primeiro tempo.

Marcelinho foi a estrela da vitória brasileira na final contra Porto RicoO Brasil começou arrasador no primeiro quarto, com Marcelinho acertando quatro dos cinco arremessos de três pontos que tentou. Apenas neste quarto, a pontuação do ala rivalizou com a de todo o time porto-riquenho: 14, contra 15 dos adversários. O melhor jogador caribenho no prmeiro período foi Joel Jones, com nove pontos. A boa combinação de chutes certeiros de longa distância com o grande número de rebotes defensivos da equipe brasileira (16 contra nove dos porto-riquenhos) deu aos donos da casa a vantagem de 32 a 14 no primeiro quarto.

No segundo período, o Brasil manteve o bom posicionamento tático, impedindo que os chutes de três pontos de Porto Rico pudessem ser bem executados. Os caribenhos passaram a tentar as infiltrações em velocidade, com Barea, mas não conseguiram diminuir a diferença no placar. O Brasil praticamente manteve a diferença obtida no primeiro quarto: 50 a 34, para delírio da torcida, que se comportou de forma exemplar, inclusive vaiando alguns espectadores que iniciaram um pequeno tumulto, rapidamente contido pela Força Nacional, e membros da segurança.

Valtinho foi um dos destaques do Pan
No segundo tempo, os porto-riquenhos tentaram esboçar uma reação, mas foram contidos pelos brasileiros que, com muita consciência, trabalhavam a bola, gastando o tempo e mantendo os adversários a uma distância segura no placar. As boas atuações de Marquinhos, Valtinho e Marcelinho impediam que a diferença no placar caísse da casa dos 12 pontos. Brasil fechou o terceiro quarto com o placar favorável de 66 a 50.

No último período, o pivô JP Batista teve atuação destacada, tanto na defesa, bloqueando a entrada do gigante Peter John Ramos, de 2,21m, no garrafão brasileiro, quanto no ataque, fazendo cestas importantes (foi o cestinha da partida com 20 pontos), que mantinham o Brasil com uma diferença confortável de pontos na liderança do placar.

Muito marcado, Marcelinho passou a distribuir passes e se preocupar com a defesa, principalmente com os rebotes. Isso liberou os pivôs para avançarem com mais tranqüilidade, sobrecarregando a defesa porto-riquenha e dando ao Brasil a diferença de 23 pontos, a maior da partida: 82 a 59, faltando dois minutos para o fim, com uma bela cesta de Murilo.

Ao fim da partida, com o ouro assegurado, os jogadores brasileiros festejaram muito, e agradeceram aos aplausos da torcida, que nos segundos finais cantou o hino nacional longamente, antes de seguirem para os vestiários, de onde só voltaram para a cerimônia de premiação. Como a seleção masculina de vôlei, os atletas do basquete mergulharam de peixinho na quadra para comemorar.

Houve tempo para fazer uma homenagem ao armador Alex Garcia, cortado por fratura na mão esquerda, dias antes do início da competição.

Marcelinho, jogador mais experiente da seleção, e único tricampeão pan-americano do Brasil em esportes coletivos, pegou o microfone para fazer o discurso final:

- Quero agradecer a todos que compareceram a esta final, e dizer que nós merecemos esse ouro e o basquete brasileiro também.
.....

Quadro completo de medalhas

 País Ou Pr Br Tot
1 Estados Unidos 97 88 52 237
2 Cuba 59 35 41 135
3 Brasil 54 40 67 161
4 Canadá 38 43 54 135
5 México 18 24 30 72
6 Colômbia 14 21 13 48
7 Venezuela 10 25 34 69
8 Argentina 10 15 32 57
9 República Dominicana 6 6 17 29
10 Chile 6 4 9 19
11 Equador 5 4 10 19
12 Porto Rico 3 5 12 20
13 Jamaica 3 5 1 9
14 Guatemala 2 3 2 7
15 Bahamas 2 2 2 6
16 El Salvador 1 3 6 10
17 Panamá 1 1 0 2
18 Antígua e Barbuda 1 0 2 3
19 Antilhas Holandesas 1 0 1 2
20 Peru 0 4 8 12
21 Trinidad e Tobago 0 1 3 4
22 Uruguai 0 1 2 3
23 Ilhas Cayman 0 1 0 1
24 Nicarágua 0 0 2 2
25 Paraguai 0 0 1 1
26 Guiana 0 0 1 1
27 Granada 0 0 1 1
28 Haiti 0 0 1 1
29 Dominica 0 0 1 1
30 Honduras 0 0 1 1
31 Santa Lúcia 0 0 1 1
32 Barbados 0 0 1 1
33 Belize 0 0 0 0
34 Suriname 0 0 0 0
35 Aruba 0 0 0 0
36 Costa Rica 0 0 0 0
37 Bermudas 0 0 0 0
38 São Cristovão e Névis 0 0 0 0
39 Ilhas Virgens Americanas 0 0 0 0
40 Ilhas Virgens Britânicas 0 0 0 0
41 Bolívia 0 0 0 0
42 São Vicente e Granadinas 0 0 0 0

Rio de Janeiro e São Paulo juntos na música-tema dos Jogos

04|07|07 • Em meio a tantos elementos musicais brasileiros, criar uma canção que identifique o país sem cair no clichê é tarefa complicada. Coube a Alê Siqueira, diretor artístico musical das Cerimônias de Abertura e Encerramento do RIO 2007, missão semelhante a de um técnico de seleção: convocar cantores, compositores e instrumentistas para preparar a música-tema dos Jogos, apresentada nesta terça-feira, dia 3. O samba exaltação “Viva essa energia”, de autoria de Arnaldo Antunes e Liminha, é interpretada pela cantora Ana Costa e conta com a bateria da escola de samba Beija-Flor.
Siqueira explica que tentou fugir do óbvio ao convidar o paulistano Antunes, pouco acostumado ao samba, para compor a letra cantada por uma intérprete criada no samba carioca, não muito conhecida do público.

”Poderia ter chamado um cara do samba para escrever a letra ou uma cantora que não fosse uma revelação. Mas eu queria um grande letrista, como o Arnaldo, que estranhou o convite, mas se sentiu desafiado e em uma semana nos apresentou a letra. Tínhamos que contemplar dois gêneros: samba exaltação com refrão de marchinha de carnaval. Também trabalhamos com a idéia de grito de torcidas. Tentamos driblar os riscos da música virar um mero jingle”.

Para Ana Costa, que canta no circuito do samba da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, será uma oportunidade única se apresentar na Cerimônia de Abertura, dia 13 de julho, no Maracanã.

”Vai ser uma emoção grande cantar no palco do Frank Sinatra. Só agora a ficha está caindo”.

A surpresa é um fator fundamental das cerimônias, mas Siqueira adiantou alguns detalhes do que será ouvido no dia 13. Além da participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, cerca de 1.500 ritmistas se apresentarão. Diferente das tradicionais marchinhas, as delegações dos países entrarão ao som de um medley de 11 chorinhos clássicos, com roupagem de batucadas e batidas eletrônicas, tocado por músicos do quilate de Altamiro Carrilho e Yamadú Costa. Para a Cerimônia de Encerramento, dia 29 de julho, Siqueira está montando uma banda pan-americana com integrantes de vários países. Ele adiantou a participação da Spok Frevo Orquestra.

”O Pan é sediado no Rio, mas também é o Pan do Brasil. Por isso, teremos artistas de todo país. Para contemplarmos todos os ritmos brasileiros, teríamos que fazer uma cerimônia de encerramento no final de todos os dias”, avalia Siqueira.

O CD com a trilha sonora do RIO 2007 estará disponível para venda a partir do dia 13, nas lojas e no Maracanã.

A letra de "Viva essa energia" (Arnaldo Antunes – Liminha)

No dia em que o céu beijou o mar
Fazendo a cama pro sol deitar
A noite veio cobrindo devagar
Com seu manto de luar

Ali foi gerado o novo dia
Trazendo pra terra a energia
Dando vida nova ao novo mundo
Ao som do mar e à luz do céu profundo

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra jogar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra pular

Viva Essa Energia
Viva Esse Energia
Todo mundo junto
Agora pra vibrar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Como o céu e o mar

Branco de uma tribo anglo-saxã
Bárbaros ibéricos e filhos de tupã
Incas e aztecas, yanomamis e tupis
Comanches pataxós, apaches guaranis
Ketu e angola, jeje nagô e yorubá
Gente do oriente, filho de Alah
Todos vieram à beira da praia pra saudar
O amor de Guaracy e Yemenjá

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra jogar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra pular

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Agora pra vibrar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Como o céu e o mar

As matas no vento em movimento
Onça tucano macaco e arara
Circula a energia no ar todo dia
Banhando a Baía de Guanabara
As ondas do mar quebrando na areia
Ao ritmo swing do sangue na veia
De homens, mulheres, que vêm aos milhares
De tantos lugares, de tantas aldeias

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra jogar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Pra pular

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Agora pra vibrar

Viva Essa Energia
Viva Essa Energia
Todo mundo junto
Como o céu e o mar


Matéria extraída do site oficial do Pan 2007

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Conheça a história da tocha do Pan |
A Tocha Olímpica, de onde se origina a Tocha Pan-americana, é um dos símbolos mais importantes do Movimento Olímpico e um dos mais emocionantes. A Corrida de Revezamento da Tocha antecipa todas as edições dos Jogos Olímpicos. O seu atual modelo foi concebido em 1936 em Berlim, mas, a sua origem vem dos antigos Jogos realizados na Grécia, há mais de 26 séculos.

Com a Tocha, os gregos começaram a anunciar a proximidade dos Jogos Olímpicos levando a mensagem de paz a várias cidades de seu território, antecipando o fim de qualquer hostilidade entre os povos, uma vez que a guerra era terminantemente proibida durante a celebração da competição. Desde as lendas antigas, a Tocha Olímpica e a Chama Olímpica simbolizam a unificação de diferentes nacionalidades, línguas, religiões e raças por um mundo pacífico e com excelência atlética. É uma das expressões do caráter internacional e da fraternidade do movimento olímpico.

Com o intuito de trazer para os Jogos Rio 2007 este espírito de integração para envolver as nações participantes, o já tradicional evento da Tocha Pan-americana tornará as cidades brasileiras representantes simbólicas dos 42 países. De acordo com essa tradição, os Jogos serão precedidos pelo Revezamento da Tocha Pan-americana. A cerimônia da Chama, que representa os valores de paz e amizade através do esporte, acontecerá nas Pirâmides de Teotihuacán, a 40 km da Cidade do México. Seu percurso visa fortalecer o ideal de fraternidade em todas as regiões do Brasil, enaltecer a cultura local das cidades e promover uma experiência única a todos que forem contagiados com a energia deste evento inesquecível.

 
       
         
           
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