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» POESIAS
Robson Ribeiro

robson_sribeiro@oi.com.br

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PATISCERE
Como padece
esse meu desejo
de pele.

Na sua face
que empalidece.
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De mãos dadas

Eu te percebo em cada canto da cidade.
E os traços ensolarados na mobília urbana
me traduzem.

O meu ofício agora é desvendar tua face.

Já é tarde,
Mas o nosso sol não se esvai.
As ruas e os lares se confundem
e nada,
nada está no seu lugar.

Poucas chances nos aguardam,
mas temos
todo o direito de tentar.
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ATÉ QUANDO TE AMAR?
Tenho o seu odor mais suave
guardado em meus bolsos.
E a sua palavra mais doce
a habitar meus ouvidos.

Tenho a sua imagem mais clara
grudada em minhas retinas.
E o seu gesto mais belo
como referência.

Diante de ti me condenso.
Corro pra dentro.

Ainda sou seu amante.
Ainda sou assim.

Portanto,
tenha paciência
e não pena de mim.
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DIA-A-DIA
Cada um
se oculta como pode.

Uns trabalham
outros pedem esmolas.

Uns toleram
outros buscam libertar-se.

Uns são leves
Outros ficam mesmo na vontade.

Já em mim,
que não sou nem um
nem outro,
sem rima passam os dias.
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CANTADA
Mesmo correndo o risco do ridículo,
Eu arrisco.

Isso é combustível:
O aperto no peito,
O medo,
O desconhecido...

Vai passar,
Se não der em nada,
Vai passar.

Torço para que isso tudo não se vá,
Pois me sinto vivo.
Mas não acredito.
Não sou tão rápido,
Nem altivo.

Sobrevivo,
Mesmo parecendo ser ridículo.

Sei que algo de bom
Há nessa minha atitude impensada.
Que, aliás,
É a minha principal característica:
Eu arrisco, estou vivo.

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*Robson Ribeiro escreve no blogue: http://www.poesiaemblog.blogspot.com/


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