Igreja
N. S. do Carmo
Texto e foto: Francci Lunguinho*

A Igreja de Nossa
Senhora do Carmo, situada na Rua da Lapa, antes conhecida
como Areias de Espanha, nasceu em volta do seminário
e capela construídos em louvor a Nossa Senhora da
Lapa do Desterro, em 1751. Os frades carmelitas, por ocasião
da chegada de D. João VI, tiveram que desocupar o
Convento no Largo do Carmo (atual Praça XV) para
moradia do monarca. Receberam então, como residência,
o antigo seminário e a Capela da Lapa.
Em 1810, a imagem da
santa foi colocada no altar-mor. O autor do projeto original
de 1751 é o engenheiro militar Brigadeiro José
Fernandes Pinto Alpoim.
A fachada em estilo
barroco é ladeada por uma torre à esquerda,
tendo a segunda torre ficado inacabada, à espera
da instalação de uma sineira, caso chegasse
a ser Matriz. O que contraria a lenda local de que um tiro
de canhão teria destruído parte da torre durante
uma revolução. O altar-mor e os altares laterais
foram esculpidos entre 1775 e 1780. Na mesma época,
mestre Valentim esculpiu o camarim do altar-mor.
Ícones
de Fé
Texto e foto: Roberto Costa Paiva*
DEUS DISSE:
“Que as águas que estão debaixo do
firmamento se
ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido.
E assim se fez. Deus chamou o elemento árido de TERRA,
e ao ajuntamento das águas Mar”.

E
Deus viu que isto era bom. Houve uma tarde e uma manhã:
Foi o terceiro dia.
Está lá escrito em Gênesis que os elementos
Terra e Água foram criados por Deus no terceiro dia.Outras
maravilhas do nosso mundo continuaram a ser criadas até
o sexto dia. No sétimo dia o Supremo Arquiteto do Universo
descansou.
Como carioca da gema acredito que Ele tenha aproveitado o
dia de descanso aqui no Rio de Janeiro. Imagine o Pai sentado
no alto do Corcovado contemplando a sua recém criada
obra de arte. Olhou para frente, viu o nascer do Sol tendo
como primeiro plano a Baia de Guanabara, o Pão de Açúcar,
Morro da Urca, Enseada de Botafogo, Icaraí, Itaipu...
À tarde, voltou-se
para o pôr-do-sol e continuou a contemplar Sua obra
e lá estavam: Lagoa Rodrigo de Freitas, a Princesinha
do Mar, Ipanema, Leblon, Morro Dois Irmãos, Pedra da
Gávea, São Conrado, Barra, Recreio...
E há de ter pensado:
Como caprichei!
Muito tempo depois chegaram
os homens e colocaram no alto do Corcovado uma bela imagem
do Seu filho, que turistas do mundo inteiro querem ver de
perto, e de quebra levam em suas mentes a visão que
o Criador teve quando aqui descansou.
Um pouco antes, os homens
também construíram no outeiro uma linda igreja
que seria a Glória do Rio de Janeiro.
Alinhados no que parece
uma montagem fotográfica estão dois ícones
de fé da nossa linda cidade.
Aterro
do Flamengo
Texto e foto: Roberto Costa Paiva*

O Aterro do Flamengo possui 1,2 milhão
de metros quadrado tomados do mar.
Oficialmente inaugurado em 1964 e tombado em 1965, nunca foi
conhecido pelos seus nomes: Brigadeiro Eduardo Gomes e Parque
Governador Carlos Lacerda.
Foram os poste de 35 metros de altura, um dos fatores de desentendimento
entre o paisagista Burle Marx, responsável pelos jardins,
e Maria Carlota Macedo Soares, que coordenava os trabalhos
do Parque do Flamengo, tendo prevalecido a vontade da coordenadora.
Achava Burle Marx que a altura dos postes, por ser maior que
as árvores, quebraria a harmonia do projeto.
Diversos tipos de árvores foram plantados no Aterro
do Flamengo, tais como: ipês, oitis, acácias,
palmeiras e outras variedades tropicais.
Na área do Aterro encontram-se o Museu da Arte Moderna,
o Monumento aos Pracinhas, a Marina da Glória, além
de diversas outras opções de lazer. |